Vistos Portugal · D2

    Visto D2: empreendedores e independentes com residência em Portugal.

    Residência para quem cria negócio, investe ou trabalha como profissional independente em Portugal, com caminho para a cidadania em cinco anos.

    “Sem investimento mínimo fixo, com reagrupamento familiar e livre circulação Schengen.

    100%
    Processos finalizados, foram aprovados
    10+ anos
    De atuação jurídica

    Para quem é o Visto D2?

    O Visto D2, também conhecido como Visto de Empreendedor, é destinado a estrangeiros que desejam estabelecer um negócio, investir ou trabalhar de forma independente em Portugal. Existem duas categorias principais de candidatos.

    Empreendedores

    Criar ou investir em empresa

    Ideal para quem pretende iniciar um novo negócio em Portugal, investir numa empresa existente ou expandir as operações de uma empresa já estabelecida no seu país de origem para o mercado português.

    Profissionais Independentes

    Freelancers e profissionais liberais

    Destinado a freelancers ou profissionais liberais que desejam exercer a sua atividade de forma independente em Portugal, possuindo contrato de serviços ou proposta com uma entidade portuguesa.

    Vantagens do Visto D2

    Livre circulação na Europa

    Permite residência legal e trabalho em Portugal, com livre circulação no Espaço Schengen — 27 países europeus sem controle de fronteiras.

    Reagrupamento familiar

    Direito a trazer cônjuge, filhos menores ou dependentes, filhos adultos estudantes, pais dependentes e irmãos menores sob tutela legal.

    Caminho para a cidadania

    Após 5 anos de residência legal contínua, o titular torna-se elegível para residência permanente e cidadania portuguesa.

    Acesso a serviços públicos

    Garante direito à educação e acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Portugal para o titular e família.

    Alternativa ao Nômade Digital

    Excelente opção para quem não se enquadra no visto de Nômade Digital mas deseja trabalhar de forma independente em Portugal.

    Sem investimento mínimo obrigatório

    A lei não estipula montante fixo de investimento. É possível abrir empresa com capital social a partir de €1, desde que demonstre viabilidade.

    D2 para Empreendedores

    Criar ou investir numa empresa em Portugal. Veja os requisitos específicos para esta categoria.

    Plano de Negócios sólido

    • Documento mais importante da candidatura — deve demonstrar a viabilidade e potencial do projeto
    • Incluir análise de mercado, projeções financeiras e impacto na economia portuguesa
    • Explicar como o negócio contribuirá para a criação de emprego, inovação ou desenvolvimento de novos produtos/serviços

    Capacidade financeira e investimento

    • Comprovar recursos financeiros suficientes para sustentar o investimento proposto
    • Capital social para PMEs tipicamente entre €3.000 e €5.000
    • Ter conta bancária em Portugal com o capital depositado é um fator positivo
    • Embora possível abrir empresa com €1, é preciso demonstrar viabilidade

    Relevância económica e social

    • O investimento deve ser relevante para Portugal
    • Criação de emprego é um fator favorável, mas não obrigatório
    • É possível obter o visto com uma empresa individual (unipessoal)

    Documentação empresarial

    • Se a empresa já está constituída: certidão de constituição, certidão permanente e declaração de início de atividade
    • Registrar a empresa em Portugal antes de solicitar o visto é um fator muito favorável

    D2 para Profissionais Independentes

    Freelancers e profissionais liberais que desejam exercer atividade independente em Portugal.

    Contrato ou proposta de serviços

    • Demonstrar relação de serviço com pessoa ou entidade em Portugal
    • Pode ser um contrato de parceria ou proposta escrita de prestação de serviços
    • O contrato deve ser com profissões liberais reconhecidas

    Qualificação profissional

    • Comprovar que está qualificado para exercer a profissão em Portugal
    • Para profissões regulamentadas: inscrição na ordem profissional correspondente (ex: OAB → Ordem dos Advogados)
    • Demonstrar conhecimento e experiência relevante na área

    Qualificação e relevância

    • Os serviços oferecidos devem ser especializados
    • Importante demonstrar conhecimento e experiência relevantes no campo de atuação
    • Provar que a atividade é viável e sustentável em Portugal

    Passo a passo para solicitar

    O processo segue duas fases principais: candidatura no consulado e formalização da residência em Portugal.

    Fase Preparatória

    Preparação estratégica

    1

    Definir a via do Visto D2

    Empreendedor (criar/investir em empresa) ou Profissional Independente (freelancer/profissional liberal com contrato de serviços).

    2

    Preparar documentação do projeto

    Empreendedor: elaborar Plano de Negócios convincente. Freelancer: obter contrato de serviços ou proposta com entidade em Portugal.

    3

    Passos iniciais em Portugal (recomendado)

    Obter NIF (Número de Identificação Fiscal), abrir conta bancária e, para empreendedores, registar a empresa antes da candidatura.

    1

    Fase 1 — Candidatura no Consulado

    O pedido de visto de residência D2 é submetido no Consulado Português do seu país de origem ou residência legal. Em alguns países, o serviço é delegado a empresas como a VFS Global. A taxa consular é de aproximadamente €90.

    2

    Reunir documentação completa

    Formulário de candidatura preenchido, passaporte válido (mínimo 3 meses), 2 fotografias, comprovante de meios de subsistência, contrato de alojamento, seguro de viagem, antecedentes criminais com Apostila de Haia e autorização para AIMA consultar registo criminal português.

    3

    Aguardar decisão (60 a 90 dias)

    O consulado leva tipicamente 60 a 90 dias para analisar e decidir. Se aprovado, é emitido um visto de residência válido por 4 meses, permitindo duas entradas em Portugal.

    4

    Fase 2 — Viagem e AIMA em Portugal

    Após chegar a Portugal, comparecer à AIMA (Agência para Integração, Migrações e Asilo) para recolha biométrica. Apresentar NIF, NISS, comprovante de alojamento e documentação empresarial atualizada. Taxa de emissão: ~€170,08.

    5

    Emissão da autorização de residência

    Após o atendimento, a AIMA tem até 90 dias para emitir o cartão de residência. A autorização inicial é válida por 2 anos, renovável por períodos sucessivos de 3 anos.

    Documentação necessária

    Além do Plano de Negócios ou contrato de serviços, os seguintes documentos são exigidos.

    Formulário oficial de candidatura preenchido
    Passaporte válido (mín. 3 meses após data prevista de regresso)
    2 fotografias recentes tipo passe, a cores
    Comprovativo de meios de subsistência em Portugal
    Comprovativo de alojamento (contrato de arrendamento, escritura ou reserva de hotel)
    Seguro de viagem válido ou PB4 (para beneficiários INSS brasileiros)
    Certidão de antecedentes criminais com Apostila de Haia
    Autorização para AIMA aceder ao registo criminal português
    NIF (Número de Identificação Fiscal) — tratamos da obtenção
    NISS (Número de Segurança Social) — necessário na Fase 2

    Manutenção e futuro em Portugal

    Renovação da residência

    Após os primeiros 2 anos, a autorização é renovada por períodos de 3 anos. Para manter os direitos, não pode ausentar-se de Portugal por mais de 6 meses consecutivos ou 8 meses interpolados durante a validade da autorização.

    Caminho para a cidadania

    Após 5 anos de residência legal, os titulares do Visto D2 tornam-se elegíveis para solicitar a residência permanente ou a nacionalidade portuguesa, com acesso a passaporte europeu.

    D2 vs D7 vs Nômade Digital

    Escolher o visto correto é fundamental. Veja as diferenças principais.

    Visto D2

    Empreendedor

    Para quem tem um plano de negócios ativo e pretende viver dos lucros da atividade empresarial ou como trabalhador independente em Portugal.

    Visto D7

    Rendimentos Passivos

    Para quem tem rendimentos passivos suficientes (pensões, aluguéis, dividendos) e não precisa trabalhar ativamente em Portugal.

    Nômade Digital

    Trabalho Remoto

    Para quem trabalha remotamente para empresas ou clientes localizados fora de Portugal.

    Perguntas frequentes

    O que é o Visto D2 e para quem é indicado?

    O Visto D2, também conhecido como Visto de Empreendedor, permite a estrangeiros não pertencentes à UE/EEE/Suíça entrar em Portugal para estabelecer um negócio, investir ou trabalhar como profissional independente. Destina-se a duas categorias: empreendedores que querem criar/investir em empresas e profissionais independentes (freelancers/profissionais liberais).

    Existe um valor mínimo de investimento para o Visto D2?

    A lei não estipula um montante mínimo fixo. Embora seja possível abrir empresa com capital social de €1, é essencial demonstrar a viabilidade do negócio. Para PMEs, é comum apresentar capital social entre €3.000 e €5.000. Mais importante que o valor é demonstrar que o projeto pode impactar positivamente a economia portuguesa.

    Preciso já ter a empresa constituída para solicitar o D2?

    Não é obrigatório, mas é um fator muito favorável. Pode candidatar-se apresentando um plano de negócios detalhado. No entanto, já ter a empresa registrada e conta bancária portuguesa com capital depositado reforça a credibilidade da candidatura.

    Qual a diferença entre o Visto D2 e outros vistos como D7 e Nômade Digital?

    O D2 é para quem tem plano de negócios ativo e pretende viver dos lucros da atividade empresarial. O D7 é para quem tem rendimentos passivos (pensões, aluguéis, investimentos). O Nômade Digital é para quem trabalha remotamente para empresas fora de Portugal.

    Posso levar a minha família com o Visto D2?

    Sim. O titular tem direito ao reagrupamento familiar: cônjuge ou companheiro(a) em união de facto, filhos menores ou dependentes, filhos adultos solteiros estudantes, ascendentes de primeiro grau dependentes e irmãos menores sob tutela.

    Qual a validade inicial do visto e da autorização de residência?

    O visto de residência (adesivo no passaporte) tem validade de 4 meses e permite duas entradas em Portugal. A autorização de residência (cartão) tem validade inicial de 2 anos, renovável por períodos de 3 anos.

    Qual o tempo mínimo que devo permanecer em Portugal?

    Para manter a autorização de residência, não pode ausentar-se de Portugal por mais de 6 meses consecutivos ou 8 meses interpolados durante a validade da autorização. Existem exceções para ausências por razões pessoais, familiares ou profissionais compelentes.

    Quanto custa o processo?

    A taxa consular é de aproximadamente €90. A emissão da autorização de residência na AIMA custa cerca de €170,08. Além disso, há custos com tradução de documentos, seguro de viagem, legalizações e, potencialmente, elaboração do plano de negócios.

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